Os mais fortes utilizam o seu poder económico baseado no monopólio e num marketing agressivo na tentativa de imperar e esmagar os pequenos. E estes, os que forem inteligentes para sobreviver, replicam que os ditos grandes ao apostarem na massificação deixam de parte nichos de mercado especializados e exigentes que procuram no comércio dito tradicional (nem sei bem o que isto é) a satisfação dos seus desejos.
Sem entrar em discussões ideológicas, uma vez que considero que a velha conversa "o meu ISMO é melhor do que o teu" não faz sentido nos dias que correm, confesso que tenho alguma admiração pelas pequenas iniciativas empresariais (e até culturais) em detrimento de alguns "monstros" monopolistas, gananciosos e por vezes castradores da diversidade.
Há dias desloquei-me à maior loja de electrónica de Aveiro para observar e recolher mais informações sobre um certo monitor que pretendo adquirir. Após análise do produto pela minha leiga pessoa, solicitei a um funcionário uma ajuda e opinião. Apesar da extrema simpatia e boa vontade, depressa conclui que ali o perito era eu.
No mesmo dia, na condição de curioso sobre banda desenhada, estive durante mais de uma hora a conversar online com um dos sócios da loja Secção 9 (que já indiquei no blog), recebendo sugestões, opiniões e informações sobre alguns livros que pretendo adquirir.
Esta dedicação e atenção para com os clientes também é notória no meu clube de vídeo, Ovelha Negra, onde o seu dono não hesita em demonstrar o seu espírito crítico ao relação aos seus filmes (podia fazer como alguns que dizem que os filmes são todos bons), dando sugestões e dicas nos meus momentos de indecisão.
São dois casos onde é demonstrado interesse no negócio e nos clientes, algo que é raro nos monstros apesar de toda a formação que os seus funcionários recebem.