quinta-feira, 17 de abril de 2008

Meu clube, meu amor

Hoje por todo o lado as caras de frustração eram tão abundantes como as gaivotas no aterro de Aveiro. O que faz o futebol...
Dado que só comecei a ver a bola com 12/13 anos de idade (quando davam aqueles jogos do Barcelona nas tardes da SIC), não sofri a lavagem cerebral que submetem os miúdos de 2 ou 3 anos quando lhes compram o equipamento completo da equipa do pai, da mãe, do avô e do tio. Ou então quando lhes colocam aquelas inteligentes questões de respostas condicionadas como: "És do grande Benfica ou daqueles criminosos do Porto?"
Portanto, para além de ateu, apolítico (acredite quem quiser), também não tenho cor clubística. Vivo num relativismo racionalista enfadonho.
Voltando ao jogo de ontem, de facto mais de metade da Lusitânia, os tais seis milhões, teve um dia de depressão. Qualquer sondagem de preferência de voto ou de confiança económica sairiam pouco fidedignos. Creio que só existiriam duas respostas possíveis: "Quero lá saber disso!" e "Estás a dizer que não foi penálti sobre o Luisão?!"
No meio disto, recordo as sensatas e pragmáticas palavras do filho de uma colega de trabalho:

"Já não quero ser do Benfica. Quero ser do Porto que está sempre a ganhar!"

1 comentário:

Catarina disse...

já estou farta de ouvir falar de futebol nos media.

é que alem dos jogos propriamente ditos ainda somos bombardeados com aspectos irrelevantes acerca da vida pessoal dos jogadores, etc...

porque não abre um telejornal com o anúncio de um concerto, de uma peça de teatro, etc

a televisao alimenta o fanatismo pelo futebol e o fanatismo alimenta a TV a passar + futebol... q nojeira