quarta-feira, 29 de agosto de 2007

A arte de bolçar

Algo de absolutamente fascinante na prática do campismo é o facto de termos diferentes vizinhos apenas por uns dias. Tudo é temporário! Quem não gostaria de atribuir essa precariedade a alguns dos entes com quem partilham as paredes?

Põe a música alta durante as refeições à porta da barraca? E depois?!?!? Não temos de aturar as suas festas ao som de kizomba no Natal nem os tachos na passagem de ano.
Ouve-se o ressonar através das finas paredes das tendas? Antes isso do que ter uma ninfomaníaca com um colchão estragado a morar no andar de cima.
Têm uns filhos ranhosos, barulhentos e malcriados que são constantemente chamados à atenção por uma mãe cuja capacidade de adjectivação se resume à aplicação dos termos estúpido e parva em curtas frases estridentes? Aproveitamos para conhecer a juventude e ponderarmos sobre a necessidade da existência de herdeiros.

Nesses breves dias eles vão e vêm. A socialização é mínima e para o ano o parque e as pessoas serão outras. Maior precariedade só no emprego.

Teorias meus caros...

Este ano avizinhou-se da minha tenda (aka penthouse do camping de Caminha) um sujeito com um hábito saudável. Tal qual uma bela fonte numa rotunda na entrada de uma qualquer vila do nosso Portugal profundo, o indivíduo em causa bolçava líquidos interiores pela boca a um ritmo alucinante.
Ou seja, o homem passava a vida a escarrar ou cuspir. Saliva, expectoração, restos de comida... não fui verificar mas a execrabilidade do acto era evidente.
Estava a jogar às cartas, ouvia música, dormia, comia e lá ouvia um ARRRGGGHHHHH and so on...
Ainda por cima estava perante um campista caseiro pois nunca saía da tenda. Sempre que eu regressava do passeio ou da praia tinha de o gramar inevitavelmente.
A certa altura deixei-me de preocupar com uma eventual inundação, dado que o calor ajudava à secagem dos campos, e tentei divertir-me contando as cuspidelas. Pois bem, rapidamente fartei-me pois o ritmo revelou-se frenético.

7 tiros em apenas 5 minutos!
Espero que beba muita água.

Batendo no ceguinho

Se este fosse o blog do senhor Luís Filipe Menezes:

Joe-1 (ou Joe One; versão da USSR RDS-1 (Reaktivnyi Dvigatel Stalina: foguetão de Estaline)) foi o nome de código americano para o primeiro teste de uma bomba atómica soviética, em alusão a Josef Stalin, o líder soviético. A bomba foi testada a 29 de Agosto de 1949, em Semipalatinsk (Cazaquistão).

A potência foi de 22 kton de TNT, similar à bomba Fat Man dos Estados Unidos, largada sobre Nagasaki, (Japão). Por insistência de Lavrenty Beria, o dispositivo foi mais ou menos copiado a partir do desenho da Fat Man americana. Foi denominado de Primeiro Relâmpago (em russo, Первая молния) pelos soviéticos. O seu desenvolvimento levou anos de avanço relativamente às projecções da Inteligência Militar americana, tendo sido um choque para o Ocidente.


Ah é verdade. O texto está na Wikipédia.

Common - The people

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Triimmm

Acho piada como algumas pessoas, especialmente mais idosas, lidam com os seus telemóveis. Ouvem tocar durante 40 segundos e lá dizem: "ai que é o meu". Mais 40 segundos a procurá-lo na carteira, 10 para topar que pegaram nele ao contrário, 20 de olhos franzidos a identificar a origem da chamada e quando finalmente atendem : "Foi abaixo!"
Um comportamento tão funcional como a "rede" de transportes urbanos do Porto.

Ben Harper - Fight outta you


Primeiro single do seu mais recente álbum "Lifeline"

Death Proof

De tanto piar fiquei sem penas.

Man cheng jin dai huang jin jia - Maldição da Flor Dourada

4 pios. Visualmente extraordinário.

Suburban Mayhem

3 pios.

sábado, 18 de agosto de 2007

Antonieta

Há pouco recebi uma sms de um número desconhecido assinada por uma Antonieta que dizia:
"Olá. Hoje não venha. Vou sair. Pode ser para a semana. Bjs Antonieta"

Agora imaginem que estava no banho e dizia à futura mãe dos meus filhos para ver o telemóvel. A Antonieta podia ter minado uma relação amorosa de 7 anos. Já estou a imaginar daqui a uns 20 anos, quando estivesse em discussão o destino de férias, ouviria:
"Queres ir a Barcelona é? Às tantas mora lá a Antonieta! Tu desde aquela mensagem que andas diferente!"

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Não deu para mais

Depois de durante alguns dias percorrer quase 80 kms na costa aveirense, furar o pneu traseiro na derradeira viagem, a uns meros 4 kms de casa, tomei consciência da enorme frustração existente na expressão "foi abaixo".

The Dark side of my life II

Corria o ano de mil nove e noventa e dois, tinha eu 11 anos, quando certo dia peguei no telefone e a coisa aconteceu mais ou menos assim:
FL: - Tou? É do restaurante X (digo apenas que se trata de um restaurante conhecido em Aveiro)?
Empregada: - É sim.
FL: - Aceitam reservas para baptizados?
Empregada: - Sim.
FL: - Então gostaria de realizar aí o almoço de baptizado do meu filho.
Empregada: - Muito bem, e quantas pessoas são?
FL: - Trinta.
Empregada. - OK.
FL: - Então e o que tem para comer?
Empregada: - Bem.... - e lá referiu uma série de pratos que obviamente não recordo.
FL: - Então pode ser...
Empregada: - Então e quando será?
FL: - Na 4ª, dia...
Empregada: - 4ª? Mas não se realizam baptizados às 4ªs!

Se eu à data ainda não fosse ateu talvez tivesse tido sucesso com a maldade.

Afifa-lhe

Eu até pareço um fã do novelesco wrestling ao dizer-vos que já me deleitava com uma cena de pancada entre o Luís Filipe Vieira e o Jorge Nuno Pinto da Costa.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Isso é que seria uma chatice

50 Cent e Kanye West irão proximamente lançar os seus respectivos álbuns no mesmo dia. 50 gosta tanto de Kanye que chegou ao ponto de dizer que se o seu disco não for o que vender mais deixará o mundo da música. Tentador... mesmo para quem não gosta de Kanye West.

sábado, 11 de agosto de 2007

Senhora confundida

O que diz uma mulher nas ruas da Costa Nova (praia de Ílhavo/Aveiro) quando vê um moço jeitoso (eu) a passar numa bicicleta preta e cinzenta e equipado a rigor nos mesmos tons (capacete, óculos, mochila, t-shirt, calções e sapatilhas)?

- Ó sôr guarda. Ó sôr guarda.


Será um sinal para uma nova profissão? GNR ou quiçá super-herói.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Viagens

Ter férias num resort localizado num dito país é o mesmo que passar férias nesse país?
Julgo que não. A pessoa visita e permance numa área geográfica paradisíaca, propriedade de uma multinacional e cuidadosamente isolada da realidade económica, social e cultural circundante. Quanto muito no resort oferecem alimentação dita autóctone (se nos esquecermos que o povo geralmente subsiste a pão e água).

Imaginemos que sou um australiano cujo único amigo português é o Alberto João Jardim. Poderia proclamar "eu conheço bem o feitio dos portugueses"?

Senti-me assim...

... depois de uma conversa markentinguiana de sedução na qual informaram-me que, caso pretendesse, a minha mensalidade de sócio do Holmes Place de Aveiro seria de 80 euros.
Curioso que, nesta mesma treinada conversa markentinguiana onde a minha interlocutora esforçou-se simpaticamente sem deixar cair o sorriso, demorei uma eternidade para ser informado do preço.
Pelo que vi e enfeitadamente ouvi, esta cadeia de ginásios proporciona um serviço de qualidade mas como certamente diriam os marketinguianos, não faço parte do seu target económico-social.

domingo, 5 de agosto de 2007

sábado, 4 de agosto de 2007

Marcas da civilização

Na Fnac e noutras lojas especializadas em Portugal o jogo Civilization Chronicles, lançado no mercado já em Novembro de 2006, custa 79.99€. Na Amazon inglesa 25.20€.

Cigano acho que te vou pedir umas coisitas.

Radiohead - Paranoid Android


Umas das minha músicas preferidas.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

A dedução do Holmes Place

Comercial do Holmes Place: - Então e pratica algum desporto?
FL: - Sim, BTT.
Comercial do HP: - Ah então gosta de spinning?
FL: - Nem por isso!
Comercial do HP: - Não? Ah, é que geralmente quem gosta desse desporto gosta de fazer spinning.
FL: Pois mas para mim andar de bicicleta só tem piada ao ar livre.

Confuso

Dalila Rodrigues foi demitida ou não foi reconduzida?

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

De volta à ideologia

Não sou comunista. Não que isso tenha algum mal. Aliás, como referiu um professor meu na universidade (sim eu tenho a escola toda), o problema não é a ideologia mas sim a sua aplicação por parte dos homens. Lá se descobriu que os homens não são todos escuteiros.
Como já referi, sou mais de esquerda do que de direita, um humanista, ecologista, socialista utópico, anarquista, republicano por oposição à monarquia e facista de mim mesmo.

Mas como não sou sócio de nenhuma corrente, também vos digo o seguinte:

Acabem com o subsídio de férias e o de Natal!

Pagar 14 meses de salário quando o ano tem 12? Subsídio de Natal para os que não são religiosos? Dá-se o subsídio de Natal a um Judeu?!?!?! Ainda por cima não foram eles que mataram Jesus? (já vou ser acusado de anti-semitismo) Subsídio de férias para os reformados? Já não basta a boa vida? (é amanhã que sou morto por lapidação)
Não entendo a razão desta prática tal como não considero correcto alguém referir que ganha 1000 euros por mês. Se este alguém não for explorado (se não estiver a recibos verdes) receberá 14000 euros anuais correspondendo a um rendimento mensal de 1167.

Proponho acabar com estes 2 subsídios, distribuindo os seus montantes pelos rendimentos mensais ao longo do ano. Paga-se pelo trabalho efectivo, não se reduz a remuneração do trabalhador e retira-se pressão inflacionista na época das festas e do Verão.
Próximo curso: Economia.

Olhem que não!


Há uns tempos mostrei este blogue a uma amiga minha que posteriormente colocou-me esta questão:

Amiga do FL: O teu blog é sobre comunismo?

Olhem que não!

Secção 9

Duas fotos da loja Secção 9 que vos falei num post anterior.

terça-feira, 31 de julho de 2007

The dark side of my life I

Após o comentário "relembrador" da Catarina e na linha do post em referi sete casos factuais da minha vida em resposta a um desafio da Blondie, irei agora, findos os prazos de prescrição, referir alguns pontos negros cujo conhecimento irá destruir definitivamente a minha imagem de genro ideal e de menino de coro dedicado aos estudos.

Quando era miúdo o telefone exercia um grande fascínio sobre a minha pessoa. Mais do que um meio de comunicação surgia-me como um instrumento de traquinice seguro já que ocultava a minha identidade (claro que hoje com o RDIS a coisa seria diferente). Mas como indivíduo profundamente doente que era, as minhas brincadeiras não se limitavam a telefonar para senhoras dizendo "és toda boa" ou um canibalesco "comia-te toda". O FL (pareço um jogador de futebol a falar na 3ª pessoa) sentia a necessidade de algo mais artístico do que um simples insulto ou um hormonal piropo.

O primeiro e mais elaborado caso que vos exponho ocorreu durante os meus 11 anos, numa altura em que a televisão ainda só tinha dois canais. Escolhi uma loja de roupa de Aveiro, seleccionei números e pessoas da lista telefónica, escrevi um textinho e por várias vezes deu-se-se algo do género:

FL: Bom dia!
Vítima: Bom dia.
Fl: Estou a falar com o senhor A.?
Vítima: Sim.
FL: Daqui fala da loja X em Aveiro. O senhor conhece?
Vítima: Sim. (Alguns não conheciam obrigando-me a um enfadonho processo de descrição e localização)
FL: Olhe, nós estamos a realizar um sorteio aqui na loja e o senhor é um dos vencedores (tinha 11 anos ainda não usava a expressão contemplado). Estamos a escolher nomes ao acaso da lista telefónica e a oferecer um vale de 20 contos em compras na nossa loja. Está interessado?
Vítima: Sim, claro.
FL: Então só tem de se deslocar à nossa loja e identificar-se para receber o vale.
Víima: OK.
FL: Então bom dia.

A conversa seria mais ou menos esta. Nem sempre era bem sucedido, muitas vezes pr incapacidade de conter o riso. Passados uns dias telefonava novamente à vítima a perguntar se tinha gostado do vale. O artista aprecia saber o impacto da sua obra.
Obviamente que rapidamente abandonei a brincadeira. Hoje não o faria e espero não ter prejudicado as vítimas e a dita loja.
Juventude... Uns metem-se na droga, outros são escuteiros...

O meu hit de Verão


Boa sorte/good luck de Vanessa da Mata e Ben Harper é o meu hit de Verão até à data. Devo dizer que a minha pesquisa tem-se limitado à playlist da Antena 3 (a qual podia ser menos repetitiva).