Andava eu no 5º ano de escolaridade, altura em que sonhava ser zoólogo, quando a minha professora de português pediu-me para exemplificar a aplicação de uma conjunção adversativa. Respondi:
"A minha casa é muito bonita porém ainda não está paga."
Apesar da tenra idade já tinha a percepção de como o Millenium, à data BPA, punha a vida de pernas para o ar aos meus pais.
Apesar de não um grande especialista sobre o funcionamento do mercado livreiro, posso afirmar, com elevado grau de exactidão, que o lançamento de um livro que seja um manual de esoterismo new age, um diário de uma prostituta ou uma lista de receitas com um famoso na capa é um sucesso comercial garantido. Todavia, se há assunto que suscita o ávido interesse dos leitores é a religiosidade e supostos ou imaginados mistérios que a envolvam. Desde o Dan Brown, José Rodrigues dos Santos, entre outros, são autores que se dedicam ou já dedicaram a este tema, tendo grande sucesso nas vendas. E quais as razões para estas preferências por parte dos leitores? Por um lado, esta sociedade está repleta de voyeurs que adoram mistérios, adoradores que adoram adorar, satânicos que adoram odiar e ateus que adoram criticar. Para eles estas obras são como um dicionário nas mãos de um asneirento . Por outro lado (o lado em que acredito mais), creio que são livros bem projectados comercialmente, bem escritos (ou pelo menos de uma forma acessível), provavelmente com algum rigor histórico e, sobretudo, que se revelam óptimas prendas de anos e de Natal quando a imaginação é curta (é sempre mais fácil receber do que dar).
Pondo de parte teorias, moralismos e outras aberrações da mente, venho aqui anunciar aos leitores e ilustres editores deste país que em breve irei apresentar a ideia para um grandioso, brutal e arrebatador livro sobre o maior dos mistérios religiosos.
Já vi a promoção do "Corrupção" e uma coisa é certa, vamos ter muitas glândulas mamárias não fosse o filme também sobre fruta.. Basta dizer que é uma produção de Alexandre Valente, produtor do vazio mas muito mamário "O Crime do Padre Amaro".
Curioso com a grande saúde das meninas dos seus filmes, telefonei ao Alexandre para lhe colocar algumas questões: FL: - Alexandre, reparei que o filme tem umas cenas muito arrojadas. Qual a razão desta aposta constante na nudez e no sexo? Alexandre: - Bem FL, em primeiro lugar eu cresci a ver filmes do Russ Meyer... FL: - Daí os seus olhos tão arregalados? Alexandre: - Nem mais! Depois eu sou um cineasta realista. Mostro as coisas como são! As gajas têm mamas portanto eu mostro as mamas! Ou querias cenas de sexo debaixo do lençol? FL: - Desculpe! Cineasta? Então não é um produtor? Alexandre: - Sim, sou um produtor. Vês? Sou realista! FL - Estou a ver, estou a ver. Alexandre: - Pá e depois o cinema é como o futebol... FL: - Ai sim? Alexandre: - Se um jogo de bola estiver a ser uma grande seca, um redondo 0-0 com a malta a jogar para trás, tu ficas a ver? FL: - Adormeço provavelmente. Alexandre: - Mas se houver porrada entre jogadores ou, melhor ainda, entre adeptos a coisa anima certo? O cinema é a mesma coisa! O filme pode ser um nojo mas se tiver sexo a coisa vende-se. Faz cinema como se costuma dizer. FL: - Pois, faz cinema. E o que diz sobre a recusa do realizador João Botelho em assinar o filme devido às alterações que levou a cabo na montagem das cenas e na banda sonora? Alexandre: - Sobre esse indivíduo tenho a dizer que Manuel de Oliveira há só um e não faz metade do dinheiro que eu faço. O pessoal quer música, quer sexo e intensidade enquanto come as pipocas. Não faço filmes para esquisitos! FL: - E os actores? Foi fácil escolhê-los? Alexandre: - sim, são sempre os mesmos. Quanto à fruta, peço desculpa, quanto às jovens que participaram nas cenas tórridas, delego isso no meu primo Isaías pois ainda estou a curar uma artrite nas mãos que surgiu quando fiz o casting da Soraia Chaves para "o Crime do Padre Amaro". FL: - Ossos do ofício. Obrigado Alexandre. Alexandre: - De nada. Vais ver o filme ao cinema? FL: Pá tenho net...
12 pios. A este aplica-se mesmo a expressão "vê-se bem". Durante o filme, em que Morgan Freeman faz de Morgan Freeman, este refere que já não trabalha há quatro anos. Pus-me a pensar e, talvez devido à senilidade, também não me estava a lembrar de nenhum filme seu nos últimos tempos. Fui ao IMDB e: "Million Dolar Baby", "Danny the Dog", "Batman Begins", "Lucky Number Slevin" entre outros. Curiosamente, este "10 items or less" é dos poucos em que Freeman é o protagonista.
Há uns tempos, quando faltavam mais dias para o mundo acabar, referi que iria abandonar a escala de 1 a 5 para classificar as obras ou misérias cinematográficas que passam por estes bonitos olhos castanhos. Irei adoptar a académica escala de a 20 dado que permite traduzir com mais exactidão as diferenças entre os filmes. Tal como em muitas coisas desta vida, um satisfatório 10 é diferente de um também satisfatório 13. É uma questão de tamanho. Assim teremos: 0 a 4 - Silêncio de desprezo e asco. 5 a 9 - Não Satisfaz - Pios de crítica e bota abaixo. 10 a 13 - Satisfaz - Pios de "vê-se bem" 14 a 17 - Bom - Pios de "vale a pena" e de entusiasmo. 18 a 20 - Muito Bom - Pios de aplauso até ficar depenado.
Recebi agora um email de um tal "Cartão SPF", assinado por por um Mark, com o seguinte título: "Filipe, já há algum tempo que não falamos".
Eis o conteúdo:
"Olá, FILIPE
Não sabes o que perdeste ontem! Não parámos o dia inteiro, sempre de um lado para o outro … Bem…fomos com as miúdas “às compras”, Uuuuuuii!...Mas agora a sério e tirando a parte de estar sempre à espera delas…tens de passar na Springfield, já está com nova colecção. Eu comprei uma camisa e um blusão de pele, e o melhor…a Paula adorou! Para além do mais como tinha saldo acumulado no Cartão Club Springfield e utilizei o Dinheiro SPF não gastei muito! Tens que lá ir!"
Regozijo-me por a Paula ter adorado as compras apesar de não fazer a mínima ideia de quem seja. É sempre bom ver as pessoas felizes. Soube que ontem à noite noite pagaram 80 euros por um repasto de marisco, num restaurante não inspeccionado pela ASAE, e fizeram O Amor à luz das velas (depois de tirar a camisa e o blusão de pele claro) ao som da pujante Celine Dion. A noite perfeita não?
Enganam-se! Uma amiga de uma amiga de uma amiga de um amigo de um cunhado de uma amiga de uma prima de uma amante de uma amiga (relação lésbica toparam?) de um tio de um companheiro de um amigo (modo discreto de nos referirmos a uma relação homossexual: "companheiro") de um primo da Paula, contou-me que a alvorada foi agitada. Parece que depois da noite de amor, o Mark virou-se para a Paula e: - Paula, esta noite noite enquanto tentava recordar o refrão daquela música da Celine, reparei que estás com um pouco de celulite nas coxas. Paula: - E?!?! Mark: - E que não pode ser. Tens de eliminar isso. Achas que a celulite combina com o meu corpo malhado? (o Mark gosta de telenovelas) Paula: - As mulheres não são perfeitas sabias?!!! Mark: -Olha as boazonas da revistas não são assim! Paula: - És mesmo ingénuo. aquilo é tudo trabalhado com photoshop. Mark: - Photoshop?!?! Isso é a resposta típica de uma mulher invejosa e descuidada ou então de um hippie avesso às revistas da moda e à sociedade de consumo. Como não és hippie... Paula: - Oh meu grande... Mark: - Essa do photoshop é como a de Deus. As pessoas não conseguem perceber como é que há gajas assim tão boas e lá criam uma entidade superior para terem respostas para o inexplicável. Paula: - Que rico teólogo da Maxmen me saíste tu! Mark: - Se fizesses mais ginástica e falasses menos. É melhor ires para o Holmes. Paula: - Olha meu cabrão podes ter um corpo muito tonificado e bonito, só é pena que um osso do teu corpo não funcione bem (a Paula não percebia muito de anatomia humana)! Desde que te meteste nas pastilhas que a minha satisfação sexual é nula. Mark: - Ai sim? Olha que na cama gemes que nem uma doida! Paula: - Ahahaah. Como é que achas que treino para ser a melhor no coro da paróquia? Mark: - És uma triste infeliz! Paula: - Tens razão. Se não fossem as compras na Springfield já... Mark: - Pois. Por caso ontem vi lá umas calças porreiras. Guardaste o cartão? Paula: - Claro. Queres ir às compras hoje?
Que moralismo... Eu também tenho um cartão da Springfield. Ainda bem que deixei o email... De qualquer modo, o Mark e a Paula tiveram um dia melhor do que o meu. Os meus portugueses foram derrotados pelos holandeses no Civilization IV. Fui para a a cama a pensar nisso.
Estou a pensar em criar um blog sobre ideias. Com um funcionamento semelhante ao "Ouvido por acaso", o intuito é reunir o maior número de pessoas possível que queiram dar contributos para melhorar o nosso dia-a-dia. Podem ser mais ou menos complexos, cómicos, utópicos, profissionais, etc...
Exs: Os automóveis poderiam ter limitadores de velocidade. A administração pública poderia utilizar software livre.
Se estiverem interessados em participar digam coisas. Quantos mais melhor.
Estou aqui a tentar escolher um vítima em quem bater. Está complicado. Já me passaram vários nomes pela cabeça e perante a indecisão levam todos.
Luís Filipe Menezes - "Porra ganhei mesmo carago?!?!! Tenho de unir o partido para não conspirarem contra mim, como eu fazia ao Mendes"
Santana Lopes - "De mim não se livram. Com sorte ainda corro com o Menezes até 2009. Ainda bem que os debates parlamentares são só à tarde."
Paulo Portas - Não me ocorre nada para dizer dele mas tinha de o colocar aqui.
Manuel Pinho - "Nunca mais é dia de voltar para o BES!"
Pinto da Costa - "O apito dourado vai ficar enferrujado (pum pum)."
Sócrates - "Estes gajos de esquerda..."
Mário Lino - "A Sul do Tejo só há comunas"
Carvalho da Silva - "Os professores que comecem praticar tiro ao alvo com tomates podres."
Luís Filipe Vieira - "Isto de de comprar jogadores é muito complicado, hum hum. Nos pneus é por catálogo hum hum."
Mário Machado - "Então o meu tetra avô materno era marroquino?!?! E a minha tetra avó brasileira? Mas eu sou tão lourinho e claro!"
Teixeira dos Santos - "Fico tão bem de pen na mão."
Francisco Louçã - "Usar gravata é ser enforncado pelo capital."
Senhora Maria - "Ai coitados dos pais da Maddie!" - passadas 24 horas - "Assassinos!" - passadas 12 horas - "Coitados, ai uma filha raptada." - passadas 6 - "Sanguinários" - passadas 3 horas - "Pois é, parecem mesmo pessoas de bem, pobrezinhos." - passadas 2 horas - "Era pena de morte para os pais!"
Jardim Gonçalves - "Ainda tiro o sotaque ao Berardo!"
Berardo - "Ainda tiro o Jardim Gonçalves do poleiro!"
Rosalina Guedes - "Oh Edmundo, o teu pai não é banqueiro para te perdoar a dívida? Já ando a vender os meus soutiens na internet para pagar as prestações."
Edmundo a limpar a caçadeira - "O cantor irritante do anúncio já vai ver como vai ficar com as pernas."
Há uns tempos, vi uma interessante reportagem no Euronews sobre a utilização do Linux na Extremadura, Espanha. Certamente para poupar uns valentes trocos e para criar uma verdadeira comunidade informática, o governo da Extremadura desenvolveu e promoveu o gnuLinex (Linex para os amigos) de modo a utilizá-lo como sistema operativo nas escolas e instituições públicas da região. Mas nada melhor do que ver o vídeo.
Poupam 20 milhões de euros em licenças. Nada mau para uma das regiões mais pobres da UE. Estava a consultar as entradas sobre o Linex na Wikipédia (estou aqui a lembrar-me de um certo político...) e eis que encontrei ligações para:
Guadalinex (Andaluzia),
LliureX (Comunidade Valenciana),
MAX (Comunidade Autónoma de Madrid),
Trisquel (Galiza),
Molinux (comunidade autónoma de Castilla-La Mancha).
É nestas alturas que que vejo com bom grado a regionalização.
Até tenho uma perspectiva optimista no que diz respeito à informatização dos serviços públicos deste país, especialmente das escolas e universidades, embora frequentemente tenha a impressão que a progressão não é mais acelerada por desleixo, desinteresse ou desconhecimento dos decisores. Apesar do folclore oco do governo e da propaganda à TMN, aplaudo as iniciativas recentemente tomadas para a divulgação e propagação das tecnologias da informação e comunicação no seio do universo escolar. Raio dos putos de hoje... No meu tempo andei 2 anos a cravar um PC de jeito aos meus pais. Depois de o ter, esperei mais 1 para ter impressora.
Mas... e que tal dar um passo mais ambicioso? Podia chamar-se Tuga, LiTuga, Tuguix, Lusiguix, Litugal, Tuguex... Olhem que se poupa senhores ministros!
Se conhecerem alguma entidade pública ou zona do país que que tenha enveredado pela utilização de software livre, façam chegar a notícia.
P.s. Provavelmente este texto e os vossos comentários serão alvo de escrutínio pela Microsoft.
Dada a minha personalidade, caso ingressasse na vida mafiosa para ganhar uns trocos e aceder à genuína cozinha italiana seria um consiglieri.Os Sopranos por Guille do blog Tíntaculo
Como o autor admite, o desenho do consiglieri Silvio Dante podia estar melhor.
3 pios. Simplificando, podemos considerar este filme um thriller de ficção científica (e mais não digo). Contudo, esta dicotomia nem sempre funciona já que nos momentos em que se assume como thriller são ignorados alguns pressupostos científicos e lógicos. Para já leva 3 mas tenho de debater o assunto com o expert Ovelha Negra. Estou a pensar em adoptar uma notação de 1 a 20, à Marcelo, de forma a distinguir melhor os filmes.
Nestes dias de grande fervor religioso, quer em Fátima quer em Torres Vedras, recordei que na minha infância, quando ainda não professava o ateísmo, um dos meus principais receios era:
" Então e se me aparece Deus, Jesus ou a Nossa Senhora? O que é que eu faço?"
Ou era pouco sociável ou suspeitava que caso isso me acontecesse teria de viver num mosteiro levando uma vida de castidade.
Tenho uma inveja sincera dos que acreditam em algo depois desta vida.
Descobri esta fotografia no Olhares.com. Parece que o Hélder Mendes é daqui de Aveiro. Infelizmente não sou eu que poso na fotografia. Tenho amor à minha bicicleta. Tretas... se pudesse claro que saltava assim! Para já limito-me a pulinhos, descer umas escaditas e a sofrer os perigos das estradas lunares de Aveiro.
Pelo que diz o Dr. Luís Filipe Menezes, nos momentos em que não consulta a Wikipédia gosta de ver os filmes do Tarantino. Deixo-lhe esta prenda extraída do Death Proof.
Julgo que nos próximos tempos o dr. Menezes irá comportar-se como o Stuntman Mike. Verá o Sócrates à abanar-se todo à sua frente mas não lhe conseguirá tocar.
E será que a moda da lapdance pega? Lembram-se da célebre cena entre a bela Uma Thurman e o Travolta a no Pulp Ficiton? A partir daí, 80% das vezes que vejo uma pessoa a dançar espontaneamente lá aparecem os dedos à frente dos olhos.
Também não posso falar muito pois sou tão bom a dançar como Jesus Cristo na cruz a tentar fazer break dance. Aliás, o meu ar desengonçado é tal que se um dia a polícia me ordenar que ande em linha recta, vai pensar que estou em iminente coma alcoólico.
Eu consegui! Está ali em baixo com um algodão doce na mão. Quem eu não consigo encontrar é o Dr. Menezes quando os números do desemprego continuam a subir e o Dr. Portas, o líder daquele partido onde as reuniões acabam ao murro, vai à RTP fazer de paladino da segurança.
No decorrer de uma formação o aveirense e escritor Pedro Santos Cardoso, um dos autores do blog Dolo Eventual, deu a conhecer à audiência o que se entende por auto-defesa. Esqueci-me de lhe perguntar se a atitude de Scolari se enquadrava nesse conceito.
Estou para ver quando volta aos anúncios da Caixa.