quinta-feira, 23 de novembro de 2006

The 300 Spartans

Inspirado pelo teaser do 300, decidi ver The 300 Spartans, datado de 1962 realizado por Rudolph Maté. Um bom filme histórico à maneira antiga, onde as batalhas, os figurantes e as paisagens ainda não são substituídos por técnicas digitais.
Os 300 Espartanos e o seu rei Leónidas colocaram os persas em trabalhos. Para mais informações leiam uns livros de história clássica.

Hydarnes, Commander of the Immortals: [Xerxes has sent an emissary to demand the Spartan surrender] yesterday, we only probed your positions. When we attack today, our arrows will blot out the sun!
Leonidas, Spartan King: Good; then we will fight in the shade.

Se alguém estiver interessado em participar

http://www.globalorgasm.org

terça-feira, 21 de novembro de 2006

World Press Photo of the Year 2001

World Press Photo of the Year 2001
Autor: Erik Refner, Denmark, Berlingske Tidende.
Jalozai refugee camp, Pakistan, June 2001
The body of an Afghan refugee boy is prepared for burial.
Refner went to pay his condolences to the dead boy's father and was allowed to take pictures of the preparations for his burial. The enormous interest in his work generated by the award kick-started his career. He was just a mere student before.

A Perfect Circle - Judith


Por diversas razões, Judith é uma das minhas músicas preferidas. Faz parte do álbum Mer de Noms, trabalho de estreia dos A Perfect Circle, curiosamente editado em 23 de Maio de 200, um dia muito especial. A letra não é muito católica.

Visitas de estudo

Dos meus tempos de escola lembro-me que havia dois tipos de raparigas, as que nas visitas de estudo iam para a traseira do autocarro e as que passavam a viagem a cantar música pimba.
Claro que havia as outras, as "normais", mas essas não inspiram a maledicência.

sábado, 18 de novembro de 2006

Quem tramou Santana Lopes?

Alguém já leu o livro de Santana Lopes? Eu não. Como qualquer bom estudante de liceu estou a utilizar as sebentas (entrevistas do autor a televisões, jornais e revistas) com resumos em detrimento da obra.
Esta quinta-feira passada, enquanto esperava pela transmissão do Seinfeld, fui aquecendo os sorrisos e gargalhadas mentais com a presença de Pedro Santana Lopes na RTP1.
Foi uma entrevista algo desconcertante pois, desde o seu início, com o rol de queixas e lamentos do entrevistado, perguntei-me se estava a ver um programa da Judite de Sousa ou um daqueles programas das manhãs (aka Freak Shows) nos quais os coitadinhos e azarados deste país contam as suas misérias com a lágrima no olho para deleite de uma cambada de parasitas voyeurs sádicos. Fiquei também a saber que o ex-autarca da Figueira quer afastar-se da política activa e do seu PPD/PSD (é mais fácil acreditar que o Pai Natal existe e que durante o Verão ganha a vida como travesti num bar na zona do Intendente mas tudo bem). Para além de ouvir algumas propostas para o país (deve ter pensado: "oh tempo volta para trás"), tomei consciência que se o Benfica está no Guinness Book por ser o clube do mundo com mais associados, Santana Lopes também lá podia constar devido ao seu elevado número de inimigos.
Assim, segundo as suas actuais palavras e recuando a vossa memória para o Outono de 2004, pergunto-vos:
Quem tramou Santana Lopes?
Jorge Sampaio?
Cavaco Silva?
A fotografia de Cavaco Silva?
O stôr Marcelo?
Marques Mendes? Manuela Ferreira Leite?
A convergência de esforços entre Expresso e Público?
A Capital de Luís Osório?
José Sócrates?
Durão "Fujão" Barroso?
Henrique Chaves?
A grande e pouco sábia boca de Rui Gomes da Silva?
O secretário de estado da agricultura que já se estava a ver a morar em Santarém?
O secretário de estado da educação que tinha de vir para Aveiro?
A central de comunicação?
As revistas rosadas? Cinha Jardim?
O por si despedido Carlos Queiróz?
Frank Gehry?

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Onde está o X?

300


Por norma não gosto de ver trailers mas este está assombroso. O filme promete. Espero que não seja mais uma gigantesca produção americana com bonitas imagens mas com um argumento ruínoso cheio de clichés.

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Polónia 1944

As SS chegam a uma pequena povoação polaca e fazem refém a população.
Um jovem polaco consegue iludir os nazis e acaba por se evadir sendo de
imediato seguido por um SS.
A certa altura o SS leva a arma à cara e prepara-se para abater o jovem
polaco.
De repente ouve-se a voz de Deus vinda do céu:
- Pára desgraçado, não dispares. Esse polaco um dia será Papa.
Perplexo o alemão responde:
- Sim Senhor. Então e eu??
Responde Deus:
- Tu serás a seguir.

Beit Hanoun

"Sangue misturado com água espalha-se por uma rua de Beit Hanoun, no Norte da Faixa de Gaza, onde ontem 18 civis palestinianos, entre os quais oito crianças, foram mortos num ataque do Exército israelita."
Foto: Khalil Hamra/AP
Retirado do site do Público em 09/11/2006

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Frase do dia

"Os Democratas não se vão queimar por causa de uns barbudos de turbante."
Frase de Luís Costa Ribas na Sic Notícias, resumindo a posição dos Democratas quanto à possiblidade de mudarem a política respeitante ao Médio Oriente e ao terrorismo.

Vaticano em marcha

É por causa de notícias destas que eu me divirto com o Vaticano.

Pobres cowboys

Os cowboys estão a atravessar um momento negro. Perderam o Congresso para os Democratas, o alegre presidente Bush tem os índices mais baixos de popularidade do último século (com a excepção de Nixon nas vésperas da sua demissão) e o Donald Rumsfeld, depois de deixar a sua marca sangrenta no mundo, foi corrido.
Já agora, este também não merecia ir a tribunal?

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

O enforcado

Que grande western. Perseguido pelo vasto e rico deserto iraquiano pelos justiceiros e desinteressados cowboys, o fora-da-lei Saddam acaba enforcado. Só faltou o saloon com umas meninas a dançar o cancan.


Depois da caricatura

Acabei de ver uma conferência de imprensa do Paulo Bento e o treinador do Sporting não disse uma única vez TRANQUILIDADE nem repetiu palavras nas suas pausas respiratórias. A musicalidade espanhola e o risco ao meio continuam.

sábado, 4 de novembro de 2006

Schism

Depois de ver uma enjoativa peça na RTPN sobre os prémios europeus da MTV, na qual foram referidos valorosos artistas como a afónica e ginasticada Madonna, os pouco originais Muse, o fastidioso Moby, o disney kid Justin Timberlake, a siliconada e plástica Christina Aguilera (esta até tem boa voz, já as músicas...), o "nunca fiz nada de jeito, pareço um sapo a dançar mas tenho estilo" Puff Daddy e o "tenho olho para o negócio" Pharrel, resolvi colocar no blog uma música a sério de uma banda a sério. Claro que cada um tem os seus gostos (e tem todo o direito de os ter!).
"Schism" é um tema incluído no álbum "Lateralus" dos Tool, lançado em 2001.

Há quem diga que os Tool são os Pink Floyd do nosso tempo. Eu considero-os ainda melhores.

Dá que pensar

Vi este vídeo do Instituto de Apoio à Criança no excelente blog de Marco Oliveira. Pelo que li, é um anúncio galardoado internacionalmente mas, curiosamente, parece que nunca ou pouco passou na televisão portuguesa. No mínimo dá-nos que pensar.

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Mister Danger

Ao ler esta notícia e ao analisar esta sondagem, questiono-me se não seria pertinente o resto do mundo votar nas eleições americanas.

Dr. Strangelove

"Dr. Strangelove or: How i learned to stop worrying and love the bomb", é certamente um dos melhores filmes que vi. Datado de 1964, é realizado pelo mestre Stanley Kubrick, também responsável pelo guião, baseando-se no livro "Red Alert" de Peter George.
Kubrick, claramente inspirado pelo seu tempo e país, criou uma comédia genial que parodia a tensa Guerra Fria, a corrida ao armamento nuclear, as chefias militares e políticas e as suas complexas cadeias de comando. Como não podia deixar de ser, sendo um filme concebido alguns anos depois do Macartismo, a paranóia anticomunista é um assunto constante e inevitável.
Peter Sellers tem uma performance fantástica, interpretando três personagens. George C. Scott é assombroso na interpretação do belicista e galã General Buck Turgidson.
Só lamento o tempo que demorei a vê-lo. Aproveito para louvar a iniciativa do Cineclube de Aveiro que o exibiu gratuitamente no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, no âmbito do ciclo "Comédias Imperfeitas".

[Strangelove's plan for post-nuclear war survival involves living underground with a 10:1 female-to-male ratio]
General Buck Turgidson: Doctor, you mentioned the ratio of ten women to each man. Now, wouldn't that necessitate the abandonment of the so-called monogamous sexual relationship, I mean, as far as men were concerned?
Dr. Strangelove: Regrettably, yes. But it is, you know, a sacrifice required for the future of the human race. I hasten to add that since each man will be required to do prodigious... service along these lines, the women will have to be selected for their sexual characteristics which will have to be of a highly stimulating nature.
Ambassador de Sadesky: I must confess, you have an astonishingly good idea there, Doctor.

Mean Creek e Tsotsi

Pequena Vingança (Mean Creek)
Realizado e escrito por Jacob Aaron Estes, este filme de 2004 aborda um assunto comum na sociedade americana, o bully da escola. Apesar da aparente banalidade do tema, o desenrolar e final da história está muito bem concebido, originando facilmente um processo de identificação de sentimentos entre personagens e espectadores. É daqueles que cativa o interesse.

"If you could snap your fingers right now and he would drop dead in his tracks, would you do it? "

Tsotsi
Uma obra de 2005 dirigida por Gavin Hood, vencedora do Óscar para melhor filme estrangeiro, dá-nos o retrato da sociedade sul-africana na qual abunda a criminalidade, pobreza e violência. O ponto forte deste filme, para além da trama que envolve o protagonista, é ter o mérito de provar que as sociedades e os indivíduos são entidades complexas e contraditórias onde muitas vezes cohabitam os extremos. O rico cohabita com o miserável tal como o assassino aparentemente sem moral ama uma criança.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Experimenta-se antes?

Há uns tempos, numa daquelas grandes superfícies comerciais de bricolage alvos da devoção domingueira dos portgueses, li o seguinte aviso:
"Não se aceitam devoluções de tampos de sanita por motivos de higiene".
Então e se o cliente tiver o rabo rechonchudo e o dito não couber?

terça-feira, 31 de outubro de 2006

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Cogumelo

Cogumelo.
Autor: Mafalda
Serra do Buçaco, 28 de Outubro, 2006

Mundo desportivo

O melhor piloto de F1 de todos os tempos retirou-se. Schumacher, apesar de alguns momentos de falta de desportivismo e batotice na sua carreira, foi dos pilotos que observei até hoje o que exibiu mais técnica, inteligência,profissionalismo e vontade de vencer.
Valentino Rossi, que para além de ser o melhor é o mais excitante motociclista do momento, perdeu este domingo o campeonato de Moto GP para Nicky Hayden devido a uma má largada e uma queda na corrida de Valência. Para o ano não lhe escapa.
O Fê Quê Pê lá venceu o Ésse Él Bê, se bem que na má educação dos dirigentes as coisas andem bem empatadas. O José Veiga, ex-presidente da casa do FCP do Luxemburgo, ainda tentou fazer as pazes no túnel com os seus antigos e prezados consócios mas foi mal entendido.
O Beira com a sua arma secreta de peso Mário Jardel, impôs um empate a três ao Sporting num bom jogo de futebol. Agora só falta baixarem os preços para ter o estádio composto. Esperemos que a classificação melhore depois do jogo com o SLB. Pelo menos o calendário vai ficar mais favorável.

Afinal o amigo não era assim tão oculto

É impressão minha ou "O amigo oculto" tem a mesma linha de argumento d"A janela secreta"?

domingo, 29 de outubro de 2006

Música


No Público de hoje vem um interessante artigo sobre a forma como os múltiplos suportes e formatos estão a alterar o consumo e o percepcionar da música. Para além da sua posse estar à distância de um clique, conscientemente ou não, lidamos com ela em grande parte do nosso quotidiano. Está presente na publicidade, nos inúmeros canais de televisão que lhe são dedicados, nos telemóveis, a moldar o ambiente em comboios, nos centros comerciais, no nosso carro e nos já indispensáveis leitores de mp3. Com isto, e como refere o artigo, felizmente as pessoas têm hoje muito mais oferta e possibilidade de escolha, estando o acesso facilitado. Por outro lado, para além de existir muito lixo, a relação do público com a música pode estar a tornar-se menos profunda, sem grande exploração do seu valor e do artista, prevalecendo uma relação de ouvir e deitar fora (ou esquecer no disco até ser formatado), diminuindo os fenómenos de fidelização. Segundo alguns dos citados no texto, actualmente com estas facilidades as pessoas coleccionam gigas de música em vez de a ouvir.
Pessoalmente, julgo que esta facilidade de acesso à música é óptima. Lixo sempre existiu e sempre existirá e quem o consome e produz tem todo o direito de o fazer. O problema põe-se ao sermos obrigados a ouvi-lo quando estamos numa superfície comercial ou num comboio. Outra das vantagens do panorama actual é a possibilidade de muitos artistas de valor poderem divulgar as suas criações sem estarem tão condicionados pela acção das editoras, agentes e outras mentes iluminadas e endinheiradas. Outro aspecto positivo é o de, com estas novas formas de contacto, ser mais fácil desenvolver gostos musicais heterogéneos nas pessoas, acabando com determinismos como "só ouço hip hop" ou só ouço metal". Por fim, ouvir música anda mais barata.
Contudo, concordo com a afirmação de se andar a coleccionar em vez de ouvir. Muitas vezes tenho esse comportamento. Ouço uma banda. Gosto logo descarrego. Depois vejo as suas influências e projectos paralelos ou similares. Descarrego. E assim sucessivamente. Neste percurso acabam por ficar inúmeros álbuns perdidos em DVDs, discos e leitor de mp3.
Neste contexto no qual as relações com as criações são cada vez mais rápidas, tenho também receio que o conceito de álbum enquanto obra composta desapareça (Dark Side of the Moon ou Lateralus).

Só um pequeno apontamento:
Alguém me pode explicar a razão de neste tipo de artigos pessoas, com maior ou menor responsabilidade, estarem constantemente a referir o Ipod? Pelo que ouço e leio parece que IPod é igual a qualquer outro leitor de mp3. São muito bonitos mas há produtos de outras marcas com mais capacidade, mais baratas, melhor som e mais simples de usar.
Já quando foi aquela história dos mp3 e direitos de autor (alguém recebeu alguma cartinha como eles advogaram?) fizeram uma publicidade louca ao iTunes. Até puseram um maestro a dizer que dava ao seu filho 50 euros para ele comprar música legalmente nesse serviço. Também há outros formas de comprar música digital, ok?

sábado, 28 de outubro de 2006

Sábado de manhã


As minhas manhãs de Sábado de infância serão sempre uma lembrança especial. No tempo em que acordava cedo, ligava a televisão e dedicava-me aos desenhos animados de pijama vestido. Num período em que a minha principal preocupação era saber o que construir com os legos, lembro-me de ver séries como o He-Man, os Transformers, os Cavaleiros de Zodíaco, o Dartacão, Era uma vez o Espaço e, por exigência familiar, coisas menos felizes como o Pequeno Ponei.
O tempo passou, surgiram as consolas e os computadores, as noites de Sexta foram-se tornando mais longas, os interesses mudaram e as manhãs televisivas foram diminuindo, tendo, inclusivamente, sofrido durante dois anos com aulas das 9 às 13 na Invicta. Uma barbaridade!
Actualmente, as noites longas e a descoberta do programa de Carlos Amaral Dias e Carlos Magno na Antena 1 afastam-me da televisão matinal. Quando a ligo, aos Sábados claro está, alterno entre as repetições dos Simpsons e do Seinfeld. Ferramentas hilariantes para espalhar o sono e acompanhar o pequeno-almoço.
Todavia, hoje no zaping realizado durante um período de publicidade (nunca percebi o porquê de ver anúncios) reparei num programa da inconfundível TVI chamado Lux. É um daqueles programas onde aparece gente bonita, sempre morena, depilada, cremosa, sorridente, alegre, festiva, famosa, a emanar auras de sucesso. Enfim, pessoas que nos fazem sonhar e sentir a nossa mediocridade.
Naquele mar de honesta boa disposição e lightismo (palavra inventada), reparei em algo que me fez questionar. Alguém me pode explicar por que raio os bonitos, morenos e espirituosos entrevistadores olham sempre para a câmara quando interpelam os ditos famosos? É para se evidenciarem? Para mostrar a sua beleza? Os dentes brancos? A sua irritabilidade e mente vazia através da riqueza das perguntas?
Nesse pequeno excerto da reportagem (que me perdoem os verdadeiros jornalistas por aplicar este termo) ainda pude ver a mãe do rock português, José Cid, a cantar numa festa de morenas e depilados. Será que ele acredita mesmo que tem talento?

A ânsia pelo vinhinho

No mesmo restaurante nas docas de Gaia, três jovens sentados numa mesa chama o empregado e reclamam:
- Então e as bebidas? Já levaram a ementa, já pedimos, como é?
- Ai! - exclama o empregado já mal humorado - O que querem?
- Então era vinho. - pedem.
O empregado franze a testa, abre as narinas e manda:
- Vinho?! Ai vocês querem vinho?! Já agora convém dizer se é tinto, branco, da casa...

Um pedido mal formulado na zona do nosso país com mais garrafas de vinho de diferentes tipos e marcas por quilómetro quadrado.